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Existem dois tipos principais de resíduos da mineração: os estéreis e os rejeitos.
Os estéreis são os materiais escavados, gerados pelas atividades de extração dos minerais. Os rejeitos são resíduos resultantes dos processos de beneficiamento a que são submetidos as substâncias minerais.
Além destes, existem ainda outros resíduos, tais como: efluentes do tratamento de esgoto gerado nas plantas de mineração, carcaças de baterias, pneus utilizados pela frota de veículos, restos de alimentos dos refeitórios, material de higiene e escritório, entre outros. Cada tipologia de resíduos deve receber tratamento e destinação adequada.
Os resíduos da mineração podem ser separados em dois tipos: os resíduos estéreis e os rejeitos.
Os resíduos estéreis, ou resíduos sólidos de extração, consistem normalmente em pilhas de minérios pobres, sem valor econômico, e também em rejeitos da mineração.
Esses são gerados pelas atividades de extração ou lavra no decapeamento da mina, ou seja, consistem basicamente de materiais escavados e retirados para atingir os veios do minério. São geralmente dispostos em pilhas.
Como os estéreis são compostos basicamente de fragmentos de rochas e solos, as pilhas do resíduo não apresentam maiores problemas de segurança estrutural se projetadas seguindo técnicas corretas de geotécnica. Com um fechamento adequado e cobertura vegetal, são integradas à paisagem.
Os rejeitos da mineração, ou lama, são compostos por partículas finas derivadas da rocha explorada, e que não são aproveitados após o processo de beneficiamento, mais água. Os rejeitos podem ser separados de acordo com a granulometria que pode ser fina (lama) ou grossa (rejeitos granulares).
Além desses, na mineração são gerados outros resíduos, os quais necessitam de gerenciamento também. Os mais comuns, e declarados nos Inventários Anuais de Resíduos, são:
O rejeito de mineração consiste na sobra do processo de beneficiamento do minério. Isso quer dizer, que tudo que sobra quando se usa água para separar o minério de ferro do material que não tem valor comercial consiste em rejeito.
Esse tipo de processo que gera o rejeito é o mais barato de fazer o beneficiamento do minério. Já existem processos de beneficiamento que não utilizam água, porém o custo é mais elevado.
O rejeito é composto por minérios pobres (com baixa concentração de ferro) e areia, além da água, por isso é popularmente chamado de lama.
Esses rejeitos são depositados em barragens de contenção. O funcionamento dessas barragens se dá da seguinte forma: um dique (feito a partir de solo compactado, blocos de rocha ou do próprio rejeito) é construído para barrar a lama e, à medida que o reservatório vai enchendo, novas camadas de barragem são construídas (processo chamado de alteamento).
A lei que tange a segurança de barragens destinadas à acumulação de água para quaisquer usos, à disposição final ou temporária de rejeitos e à acumulação de resíduos industriais, é a Lei nº 12.334 de 20/09/2010 (Política Nacional de Segurança de Barragens).
A PNSB tem como objetivo reduzir a possibilidade de acidente e suas consequências.
De acordo com a Política Nacional de Segurança de Barragens, cabe à Agência Nacional de Águas organizar, implantar e gerir o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB) e fiscalizar a segurança das barragens.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída através da Lei nº 12.305, determina que as mineradoras são obrigadas a estabelecerem um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.
No PGRS a empresa demonstra a capacidade de gerir corretamente todos os resíduos gerados em seus processos, com o objetivo de minimizar a geração, evitando poluir o meio ambiente ou causar danos à saúde pública.
A gestão adequada de resíduos é necessária não só para gerir os dois principais tipos de resíduos citados acima. Mas ainda os efluentes das estações de tratamento, pneus, baterias utilizadas em veículos e no maquinário, além de sucatas e resíduos de óleo em geral, etc..
As principais formas de destinação desses resíduos são:
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